quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Uma mão lava a outra: Deus vira máquina de refrigerantes


Quando vi, quase não acreditei. Aliás, eu não teria acreditado se não tivesse visto. Era um envelope para por ofertas. Havia, em letras garrafais, sobre um fundo vermelho: "Grande campanha da prosperidade". Em meio a uma nuvem de versos descontextualizados, estava um espaço para por o valor da oferta. No verso do envelope havia: "Senhor, eu quero:". Como em uma prova de múltipla escolha, tinha várias opções para marcar, como prosperidade na saúde, emprego, aumento de salário, geladeira, fogão, forno microondas, jogo de cozinha, jogo de sofá, calçados, roupas, computador, sítio e outros.

Ah, meu irmão, eu fiquei louco. Sabe quando o zelo pela Palavra se mistura com nossa carnalidade? Foi exatamente isso. Eu queria bater muito no pastor da sinagoga de satã que promoveu essa campanha. Mas que doideira! Como alguém pode viver algo assim e ainda por cima chamar isso de cristianismo? Como alguém pode fazer um “toma lá, da cá” com Deus? Eu dou minha oferta, marco a opção de minha preferência e recebo o que quero, como numa máquina de refrigerantes. É como dizem, sabe... uma mão lava a outra. Nós damos a Deus nossa semente e Ele nos dá os acres de terra. É a barganha santa...

Sabe, diante de tudo isso, existe algo que me incomoda muito. Quando eu olho para dentro de mim e analiso minhas orações, percebo que eu também tento barganhar com Deus. Não que eu dê dinheiro em troca de bens, mas, muitas vezes, eu entrego minha oração a Deus com o único intuito de receber algo em troca. Às vezes eu vou a Deus não para ter comunhão com Ele, mas apenas para pedir por alguém ou por mim, independente do relacionamento paternal que deveríamos ter. Não para adorá-lo incondicionalmente, mas por que eu quero algo e, mesmo di-zendo “que seja feita a sua vontade”, tenho que a oração é o preço para conseguir. É como di-zem, sabe... uma mão lava a outra.

Claro que existem proporções a considerar, mas quando eu olho com cuidado, vez por ou-tra não vejo muita diferença entre minhas orações e a "Grande campanha da prosperidade". Pa-rece que a vontade de pagar por algo já vem na má natureza humana e isso corrompe até nossas orações. Lutar contra o sentimento de orar apenas por um fim tem se tornado minha luta diária. Agora, antes de dobrar meus joelhos já sabendo por quem ou por que orar, tento me relacionar com meu Senhor, sem esperar nada em troca. Espero que Deus continue operando no meu coração e me levando a adorá-lo incondicionalmente. Não apenas pedindo benção para mim ou para outros, mas sendo filho. E como filho, me relacionando com meu Pai. Não quero dar mi-nha oração a Deus e, inconscientemente, marcar quais bênçãos eu quero receber. Que Deus nos dê força para rasgar o nosso envelope para ofertas e substituí-lo por uma comunhão real e vida com aquele que nos ouve e conhece nossas necessidades.


Por Yago Martins, via Púlpito Cristão

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Adestramento Cristão


Ariovaldo Jr


Crente é um bicho estranho. Você grita “AMÉM?” e ele responde gritando o mesmo. Se perguntar pela segunda vez, ele responderá mais alto. Se no meio do louvor você gritar “pule na presença do Senhorrrrrrrr”, então eles pulam. Se você dançar de modo estranho, verá correspondência imediata nas pessoas.

Sua linguagem é facilmente influenciável por jargões. Basta pegar qualquer expressão bíblica cujo significado seja obscuro para a maioria, e pronto! Também colam as expressões inventadas que possuem aparência de espiritual, como por exemplo “ato profético”. Difícil de crer que nem existe esta expressão na Bíblia né?

Facilmente também estereotipamos outras coisas que fazem do crente um ser quase alienígena: os lugares que frequenta, o conteúdo de suas conversas e a aversão às coisas “do mundo”.

Pena quem os crentes não são condicionados a obedecer a todo tipo de “comando”. Parece que o adestramento a que foram submetidos possui limitações. Nem todos aceitam sugestionamentos que os levem a renunciar a seus interesses; ou dividirem suas posses com os necessitados; ou mesmo disponibilizar tempo para aqueles que estão abandonados em asilos, orfanatos e nas ruas.

Ah… antes que eu me esqueça, quero deixar claro que amo os crentes. E exatamente por ser um deles é que me incomodo tanto com estas coisas incompreensíveis que aceitamos passivamente em nossa conduta.

Posso ouvir (ler) um “Amém” nos comentários?! rs

Fonte: Ariovaldo.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Igreja não vota. Igreja não faz aliança política.



Ed René Kivitz

Igreja não vota. Igreja não faz aliança política. Igreja não apoia candidato. Igreja não se envolve com política partidária. Há pelo menos cinco razões para este posicionamento.

Primeira: o Estado é laico. Igreja e Estado são instituições distintas e autônomas entre si. É inadmissível que, em nome da religião, os cidadãos livres sofram pressões ideológicas. Assim como é deplorável que os religiosos livres sofram pressões ideológicas perpetradas pelo Estado. É incoerente que um Estado de Direito tenha feriados santos, expressões religiosas gravadas em suas cédulas de dinheiro, espaços e recursos públicos loteados entre segmentos religiosos institucionais. É uma vergonha que líderes espirituais emprestem sua credibilidade em questão de fé para servir aos interesses efêmeros e dúbios (em termos de postulados ideológicos e valores morais) da política eleitoral ou eleitoreira.

Segunda: o voto é uma prerrogativa do cidadão. Assim como os clubes de futebol, as organizações não governamentais, as entidades de classe, as associações culturais e as instituições filantrópicas não votam, também a igreja não vota. Quem vota é o cidadão. O cidadão pode ser influenciado, melhor seria, educado, por todos os segmentos organizados da sociedade civil, inclusive a igreja. Mas quem vota é o cidadão.

Terceira: a igreja é um espaço democrático. A igreja é lugar para todos os cidadãos, independentemente de raça, sexo, classe social e, no caso, opção política. A igreja é lugar do vereador de um lado, do deputado de outro lado, e do senador que não sabe de que lado está. A igreja que abraça uma candidatura específica ou faz uma aliança partidária, direta e indiretamente rejeita e marginaliza aqueles dentre seu rebanho que fizeram opções diferentes.

Quarta: a igreja não tem autoridade histórica para se envolver em política. Na verdade, não se trata apenas de uma questão a respeito da igreja cristã, mas de toda e qualquer expressão religiosa institucional. A mistura entre política e religião é responsável pelos maiores males da história da humanidade. Os católicos na Península Ibérica e em toda a Europa Ocidental. Os protestantes na Índia. Os católicos e os protestantes na Irlanda. Os judeus no Oriente Médio. Os islâmicos na Europa e na América. Todos estes cometeram o pior dos crimes: matar em nome de Deus. Saramago disse com propriedade que “as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana”.

Quinta: o papel social da igreja é profético. Quando o governo acerta a igreja aplaude. Quando o governo erra a igreja denuncia. Quando a autoridade civil cumpre seu papel institucional a igreja acata. Quando a autoridade civil trai seu papel institucional a igreja se rebela. A igreja não está do lado do governo, nem da oposição. A igreja está do lado da justiça.

Todo cristão é também cidadão. Todo cristão deve exercer sua cidadania à luz dos valores do reino de Deus e do melhor e máximo possível da ética cristã, somando forças em todos os processos solidários, e engajado em todos os movimentos de justiça.

Comparecer às urnas é um ato intransferível de cidadania, um direito inalienável que custou caro às gerações do passado recente do Brasil, e uma oportunidade de cooperar, ainda que de maneira mínima, na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica.


Minha reflexão do dia e revolta com a palhaçada aqui na minha cidade Vitória da Conquista... Como eu digo, no dia da eleição Deus vai tá fora do domicílio eleitoral.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ninguém ri de Deus no hospital...

Esta canção é um primor. Reflexão para ateus... e para alguns de nós?
Veja a tradução a seguir.



Regina Spektor - Laughing With
Regina Spektor - "Rindo com"


No one laughs at God in a hospital
Ninguém ri de Deus em um hospital
No one laughs at God in a war
Ninguém ri de Deus em uma guerra
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre
No one laughs at God when the doctor calls after some routine tests
Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames de rotina
No one´s laughing at God when it´s gotten real late
Ninguém está rindo de Deus quando ficou muito tarde
And their kid´s not back from the party yet
E o seu filho ainda não voltou da festa
No one laughs at God when their airplane starts to uncontrollably shake

Ninguém ri de Deus quando seu avião começa a tremer incontrolavelmente
No one´s laughing at God when they see the one they love
Ninguém está rindo de Deus quando vê a pessoa que ama
Hand in hand with someone else and they hope they´re mistaken
De mãos dadas com alguém e espera estar enganado
No one laughs at God when the cops knock on their door

Ninguém ri de Deus, quando a polícia bate em sua porta
And they say we got some bad news sir
E diz "Temos más notícias, senhor!"
No one´s laughing at God when there´s a famine fire or flood
Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação
But God can be funny

Mas Deus pode ser engraçado
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Or when the crazies say He hates us
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar
God can be funny

Deus pode ser engraçado
When told he´ll give you money if you just pray the right way
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
And when presented like a genie who does magic like Houdini
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
God can be so hilarious
Deus pode ser tão divertido
Ha ha
Ha ha

No one laughs at God in a hospital
Ninguém ri de Deus em um hospital
No one laughs at God in a war
Ninguém ri de Deus em uma guerra
No one´s laughing at God when they´ve lost all they´ve got
Ninguém está rindo de Deus perdeu tudo que tinha
And they don´t know what for
E não sabe por quê
No one laughs at God on the day they realize that the last sight they´ll ever see

Ninguém ri de Deus no dia em que percebe que a última visão que terá
Is a pair of hateful eyes
são dois olhos cheios de ódio
No one´s laughing at God when they´re saying their goodbyes
Ninguém está rindo de Deus quando está dizendo adeus

But God can be funny
Mas Deus pode ser engraçado
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Or when the crazies say He hates us
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

God can be funny
Deus pode ser engraçado
When told he´ll give you money if you just pray the right way
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
And when presented like a genie who does magic like Houdini
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
God can be so hilarious
Deus pode ser tão divertido

No one laughs at God in a hospital / No one laughs at God in a war (3x)
Ninguém ri de Deus em um hospital / Ninguém ri de Deus em uma guerra (3x)
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

No one´s laughing at God (4x)
Ninguém está rindo de Deus (4x)
We´re all laughing with God
Estamos todos rindo com Deus


Fonte: Genizah

terça-feira, 13 de julho de 2010

Em caso de ARREBATAMENTO...


Hermes Fernandes

“Em caso de arrebatamento, este carro vai ficar desgovernado”. Esta frase é encontrada adesivada em muitos automóveis em nossas cidades. Para os não-evangélicos não faz o menor sentido. Mas para os evangélicos, principalmente os pentecostais, esta frase denota a crença na doutrina do arrebatamento secreto, defendida pelo sistema dispensacionalista de interpretação bíblica.

Segundo este sistema, a volta de Cristo seria dividida em duas fases, a primeira seria secreta e destinada unicamente aos crentes, enquanto a segunda seria pública e aconteceria sete anos depois dos crentes serem arrebatados e levados para o céu.

Os mais antigos se lembram de um hino cujo título era “O Rei está voltando”. Entre suas estrofes, se dizia que o mercado ficaria vazio (e não seria pela alta dos preços!), os aviões cairiam pela ausência súbita dos pilotos. Enfim, o mundo ficaria em polvorosa, e a mídia não se ocuparia com outra notícia que não fosse o desaparecimento de milhões de crentes pelo mundo a fora. Alguns defensores das teorias de conspiração afirmam que a mídia reportaria o desaparecimento súbito de milhões de crentes como um caso de abdução em massa promovida por discos voadores (sic).

Cresci ouvindo isso. Ficava atormentado quando meus pais tocavam na vitrola o disco “A última trombeta”.

Depois de crescidinho, deparei-me com outros sistemas de interpretação, e mesmo formado em Teologia, já tendo dado aula de Escatologia em um seminário, decidi rever meus conceitos.

Dei-me conta que a doutrina do arrebatamento secreto não consta das Escrituras, e foi inventada há pouco mais de duzentos anos, por um inglês chamado John Nelson Darby (1800-1882), e tornando-se febre entre os cristãos evangélicos por causa dos comentários de rodapé da Bíblia de Scofield. Mais tarde, descobri que tal interpretação já havia sido seminalmente engendrada trezentos anos antes pelo jesuíta espanhol Franscisco Ribera (1537-1591). Por quase três séculos, tal teoria ficou confinada à Igreja Católica Romana, até que, em 1826, Samuel R. Maitland (1792-1866), que era bibliotecário de Canterbury, publicou um panfleto em que promovia a idéia de Ribera.

Mas o que mais me incomodou com esta doutrina não é sua origem, mas os seus efeitos colaterais. Até o seu surgimento, os cristãos estavam engajados na transformação do mundo. Grandes nomes da ciência eram cristãos devotos. Universidades como Havard, Princeton, Oxford, foram fundadas sob a égide dos ideais do Reino de Deus. O surgimento do Dispensacionalismo alimentou o processo de secularismo, fazendo com que os cristãos recuassem, e cedessem espaço aos céticos.

Antes fosse o carro ou o avião que ficasse desgovernado em caso de arrebatamento. Em vez disso, o que ficou desgovernado foi o Mundo. A Igreja deixou de ser o sal da terra, a luz do mundo, para tornar-se numa sub-cultura, num gueto religioso. O que muitos cristãos contemporâneos parecem ignorar é que cada passo que a igreja dá pra trás, é espaço que ela cede a Satanás.

Se antes a Ciência era praticada por cristãos convictos, hoje está nas mãos dos ateus. Pra quê fazer ciência, se o mundo está prestes a acabar? Por que nos envolver com questãos como preservação ambiental, justiça social, ética, se as coisas têm mesmo que piorar para apressar a volta iminente de Jesus?

A febre dispensacionalista alcançou um novo apogeu recentemente com o lançamento da série “Deixados para trás”, de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins (Acho que a série deveria se chamar “Passados para trás”).

Pregadores bradam de seus púlpitos: “Somos a última geração! A geração do arrebatamento!” Mas se contradizem quando gastam milhões na construção de catedrais suntuosas.

Às vezes penso que por trás do avanço do dispensacionalismo há uma verdadeira conspiração para coibir a marcha vitoriosa da Igreja de Cristo na História.

Encruzando os braços, os cristãos estão entregando o mundo às baratas. Desistindo de lutar pelas próximas gerações. Isso sim é que podemos chamar de alienação.

Se os leitores da Bíblia comentada por Scofield deixassem de dar crédito àquilo que está em seu rodapé, e começassem a ler mais o conteúdo das Escrituras, talvez houvesse uma revolução. O problema é que estamos condicionados a uma leitura. E qualquer um que faça uma leitura diferente é logo tachado de herege.

Por desconhecerem a história, ignoram que muitos dos escritores cristãos aclamados também esboçavam uma escatologia esperançosa quanto ao futuro do Mundo. Gente como Spurgeon, Whitefield, Wesley, Calvino, Lutero, Loyd-Jones, Jonathan Edwards, os puritanos, e tantos outros, criam no avanço do Evangelho e na eventual conversão das nações a Cristo. Era a isso que chamavam “avivamento”.

Aos vidrados em teorias de conspiração devo informar que vocês estão sendo vítimas da maior de todas elas. Esqueçam “Deixados pra trás”! Olhem para Cristo, o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro, que saiu “vencendo e pra vencer”.

Um dos cânticos mais cantados pelos cristãos ao redor do mundo foi composto por alguém que tinha esta esperança. Ele diz:

já refulge a glória eterna,
De Jesus, o rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo,
Seguirão as Suas leis;
Os sinais da sua vinda,
Mais se mostram cada vez;
Vencendo vem Jesus!

Glória, glória, aleluia (3x),
Vencendo vem Jesus!

O clarim que chama as crentes,
A batalha já soou;
Cristo, à frente do seu povo,
Multidões já conquistou;
O inimigo em retirada,
Seu furor patenteou;

Vencendo vem, Jesus!

E por fim entronizado,
As nações há de julgar;
Todos grandes e pequenos,
O juiz hão de encarar;
E os remidos triunfantes,
Em fulgor hão de cantar:
Vencendo vem Jesus!

Sinceramente? Prefiro este hino àquele que estimula os crentes à irresponsabilidade com o futuro da Terra.

Recomendo que os leitores deste blog busquem comparar o sistema dispensacionalista com outros sistemas de intepretação da Escatologia Bíblica. Vocês se surpreenderão.

Fonte: Genizah