sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Igreja Medieval ou Pós-Moderna?


A evolução da igreja neste século dispensa comentários. Desde sua arquitetura, que aos poucos foi deixando o estilo gótico e assumindo um design moderno, até a grande influência da tecnologia, evidenciada nos “cultos shows”, que tem provocado uma liturgia mais futurista, dando a idéia de dinamismo. Com relação à administração, não tem sido diferente, o uso de consultoria e palavras como “empowerment”, “feedback”, já se tornaram comuns no meio eclesiástico. Com toda essa evolução estamos vendo emergir uma igreja com uma visão sócio-cultural e estética proveniente do capitalismo, onde o reino deste mundo tem tentado se passar por reino de Deus.

Infelizmente, em alguns casos as vendas de “bênçãos” continuam as garantias de propriedades celestes antes adquiridas hoje são terrenas. Lideranças substituíveis apenas com a morte, inacreditavelmente ainda são vistas hoje. O pior de tudo é o veto ao direito de conhecer as escrituras, o qual é disseminado de forma sutil, “afinal de contas a letra mata”. Questionar, por incrível que pareça é sinônimo de pecado com direito a inquisição, e se conformar é a única opção caso contrário corre-se o risco de tocar no sagrado, ou melhor, nos “ungidos de Deus”.

Infortúnio não ver na ekklesia a democracia, a prestação de contas e o direito de deixar o estado ao laicismo evoluírem com a mesma profusão que a tecnologia evoluiu na igreja. Alguns ainda esperam um rei que venha nos libertar da inflação, da desigualdade social, do desemprego, da corrupção e da República, “ah se tivéssemos um presidente evangélico, tudo seria diferente”.

A igreja deste século esta mais pra pós-moderna capitalista ou medieval manipuladora da fé?. Não seria talvez uma junção das duas coisas?.
Pois é, algumas igrejas têm usado uma roupagem pós-moderna, mantendo um caráter medieval.
Precisamos, quem sabe, não de uma reforma, mas de um renascimento, não que apóie o hedonismo ou antropocentrismo, mas que despreze a escuridão.

www.remanescente.com

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Um convite á Doce Revolução


Meus irmãos,

Se vocês crêem no que estão lendo e ouvindo aqui neste site, e se crêem que é hora de nos manifestarmos sem alarde, porém com fé, acerca do que temos crido, conforme o Evangelho da Graça; e, se também crêem que pode ser este o tempo no qual o Espírito Santo possa estar querendo suscitar um fogo de arrependimento em nós, nos conduzindo de volta ao Evangelho de Jesus, então, de minha parte, fica aqui a sugestão de uma doce subversão de amor, e de uma gentil manifestação de provocação em fé.

Solicito a você que leia o texto que segue, e caso creia nos conteúdos por ele anunciados como sendo a alma e o espírito do Evangelho de Cristo, que o torne a sua Tese Reformada Contemporânea, e imprima-o de todos os modos que lhe sejam possíveis, podendo até ser que para alguns ele vire um banner, uma grande placa, ou um simples “pergaminho” com seu conteúdo, e que seja afixado nas portas de Igrejas, Seminários e Catedrais, bem como na porta de sua casa, ou onde quer que você tenha a chance de coloca-lo. Leia por favor. Se crer, faça o que lhe for possível. Até o último Domingo de fevereiro gostaria de ficar sabendo que ele foi afixado no máximo possível de igrejas e lugares de freqüência cristã. E mais: tal ato é seu. Portanto, não busque consentimento de ninguém. Também não vandalize nada. Seja discreto. Apenas pendure o sua bandeira na forma de uma tese de fé e vida na Graça de nosso Deus. O tamanho você decide. A quantidade também. Envie-me fotos de alguns desses lugares, pois quero colar tais fotos aqui no site.

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Artigo 1 - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 - Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 - Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16- Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 - Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Como evitar que as pessoas abandonem a igreja?



No que diz respeito a fazer crescer uma igreja saudável, o Pastor Larry Osborne não se foca na porta de entrada para ver como pode atrair grandes multidões e arrebatá-las com um programa especial. Os seus olhos focam-se em grande parte na porta dos fundos.

Tantas igrejas têm estado a perder pessoas, e algumas, mesmo sem notarem.

“Desde que a porta de entrada seja maior que a nossa porta dos fundos ou mesmo igual, pensamos frequentemente que as coisas estão bem. E se a porta de entrada é maior, ficamos entusiasmados por estarmos a crescer,” disse Osborne enquanto explicava que muitas igrejas perdem quase tantas pessoas quanto ganham.

“Em vez de alcançar 100 pessoas, 20 das quais mantemos, eu preferiro alcançar 50 pessoas, 40 das quais mantemos,” disse ele ao Christian Post.

Osborne é pastor sénior na Igreja North Coast em Vista, Califórnia. A Igreja North Coast, pioneira no movimento multi-site, é amplamente reconhecida como uma das mais inovadoras igrejas dos Estados Unidos.

E apesar da inovação desempenhar um papel-chave no seu ministério para os mais de 7,000 espectadores em cada fim-de-semana, Osborne não está concentrado na próxima grande novidade.

Em vez disso, o seu coração está interessado em conquistar as pessoas para um crescimento espiritual a longo prazo. Trata-se de manter as pessoas fechando a porta dos fundos da igreja e desenvolvendo o que ele apelida de uma “igreja pegajosa.”

“Nós descobrimos muitas maneiras de alcançar as pessoas,” escreve Osborne no seu novo livro, Sticky Church. “Mas tornámo-nos muitas vezes tão focados em alcançar as pessoas que nos esquecemos da importância de manter as pessoas.”

As igrejas têm frequentemente atraído números recordes de pessoas durante o Natal e a Páscoa quando normalmente organizam cultos mais elaborados ou espectáculos especiais. Alguns têm levado o alcance de pessoas a novos níveis fazendo campanhas publicitárias de eventos especiais, publicitando séries de sermões relevantes e criativas, ou utilizando tecnologia.

Mas depois das atraentes luzes, músicas e oradores convidados terem desaparecido, é provável que o recém-chegado se sinta desiludido nas semanas seguintes e, eventualmente escorregue pela porta dos fundos.

E as igrejas maiores são mais susceptíveis de não se darem conta da sua porta dos fundos por causa das muitas pessoas que vêm através de sua ampla porta da frente.

Um estudo de 2006 da LifeWay Research descobriu que entre os “antigos frequentadores de igreja,” 16 por cento saíram porque ninguém os contactava e outros 16 por cento saíram porque ninguém se parecia importar com a sua saída.

“Quando mantemos as pessoas apenas por um curto espaço de tempo, o que fazemos é provavelmente vaciná-las contra o Cristianismo em vez de ajudá-las a ultrapassar a verdadeira doença,” observou Osborne. “Quando alguém permanece na igreja por algum tempo, ligado de alguma forma e depois se distancia progressivamente, é realmente difícil, à excepção de uma grave crise na sua vida, alcançá-la de novo.”

Na verdade, escreve Osborne no seu livro, Jesus não pediu às igrejas para atraírem grandes multidões ou para apenas inscrever pessoas. “Ele disse-nos para fazer discípulos,” diz Osborne.

Para ele, trata-se de cumprir a segunda parte da Grande Comissão, em vez de cumprir apenas a primeira parte.

Enquanto que a familiar primeira parte pede aos Cristãos para irem por todo o mundo e fazerem discípulos, a segunda parte vai mais longe urgindo os crentes a ensinar os outros a praticar todas as coisas que Jesus lhes ensinou.

“Não se pode ensinar as pessoas a guardar todas as coisas que Jesus ensinou se elas apenas estiverem seis meses ou vierem durante as três temporadas especiais do ano,” disse Osborne. “Como ouço em algumas igrejas, um terço ou mais [dos frequentadores] da igreja vem [aos cultos] uma vez por mês. É difícil discipular pessoas e concluir o trabalho.”

O conceito igreja pegajosa é acerca de discipulado, realçou Osborne, e não crescimento da igreja.

Na Igreja North Coast, o discipulado é melhor desempenhado através de pequenos grupos. Osborne considera que os pequenos grupos são actualmente a maneira mais eficiente para ser uma igreja pegajosa e ajudar as pessoas a crescer espiritualmente.

Desde 1985, pelo menos 80 por cento da assistência média de fim-de-semana da North Coast tem participado num pequeno grupo.

“O objectivo principal dos pequenos grupos baseados em estudos bíblicos é simplesmente velcrar as pessoas às duas coisas que mais irão necessitar quando enfrentarem uma situação em que precisarão de saber e precisarão de crescer: a Bíblia e os outros Cristãos,” realça Osborne no seu livro.

Durante cerca de três décadas, a North Coast tem-se dedicado a ajudar os Cristãos que já tem, a crescerem mais fortes em Cristo, o que tem ajudado a fechar a porta dos fundos. Osborne pode testemunhar que historicamente a porta dos fundos da sua igreja tem sido tão pequena que se alguém sair por razões que não tenham a ver com uma mudança de casa, isso irá normalmente estar na agenda numa das reuniões do pessoal sénior, escreve ele.

Com uma pequena porta dos fundos, a North Coast tem crescido e tem agora 20 cultos ao fim-de-semana. Tudo isto sem ter gasto um cêntimo sequer em publicidade ou marketing. A maior parte do crescimento tem sido alcançado através de comunicação oral.

“A ideia de cuidar tão bem das pessoas que você tem, que elas se tornam fãs entusiastas, faz com que elas tragam os seus amigos não-Cristãos,” explicou Osborne.

E quando eles vêm, a North Coast torna difícil para eles escorregarem pela porta dos fundos.

por Lillian Kwon, Christian Post

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Acerca da Teologia da Prosperidade

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Eu não sei o que você sente em relação à Teologia da Prosperidade, mas eu vou lhe dizer o que eu sinto: ódio!
Isso não é evangelho! E está sendo exportada deste país (EUA) para a Ásia e a África, vendendo um cardápio de benefícios aos mais pobres dos pobres. Eles dizem: “Creia nessa mensagem e seus porcos não irão morrer, e sua esposa não terá abortos, e você terá anéis em seus dedos e casacos nas suas costas”. Isso este saindo da América. Pessoas às quais nós deveríamos dar nosso dinheiro, nosso tempo e nossas vidas, invés de vender a eles um monte de esterco que eles insistem em chamar “evangelho”. E está é a razão pela qual a Teologia da Prosperidade é tão horrenda.
Qual foi a última vez na qual um americano, um africano ou um asiático jamais disse que Jesus é totalmente satisfatório por causa da BMW que possuía? Nunca! Eles dirão: “foi Jesus quem te deu isso? Eu aceiro esse Jesus!” Isso é IDOLATRIA. Isso não é Evangelho. Isso é colocar os dons acima de quem deu os dons.
Eu vou te dizer o que faz Jesus parecer lindo. É quando você bate seu carro e sua filhinha voa através do pára-brisas… e cai morta na rua…e você diz, em meio a mais profunda dor possível: “Deus me é suficiente. Ele é bom, Ele cuidará de nós, Ele irá nos satisfazer, Ele nos fará passar por isso. Ele é nosso TESOURO. A quem tenho eu no céu além de Ti? E na terra, não há nada que eu deseje mais que a Ti. Minha carne e meu coração e minha filhinha desfalecem, mas Tu és a força do meu coração, e a minha porção para sempre.” Isso faz Deus parecer Glorioso. Como Deus. Não como alguém que dá carros, segurança ou saúde.
Oh, como eu oro para que Birmingham seja liberto de Teologias que enfatizam a saúde, a riqueza, a prosperidade; de fato, que a América seja liberto. E que a Igreja Cristã seja conhecida por SOFRER por Cristo.
Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele em meio à dor e pobreza, e não em meio à prosperidade.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Perfeita Imperfeição da Igreja

Leitura: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.

“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...

E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.

Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”

Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!

Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Caio Fábio

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pastores de fantasia e ovelhas de fantasia


É claro demais: não havendo ovelhas, não há necessidade alguma nem de igrejas nem de pastores. Tão claro quanto: não havendo alunos, não há necessidade nem de escola nem de professores; não havendo doentes, não há necessidade nem de hospitais nem de médicos. Isso quer dizer que, havendo ovelhas, há necessidade de pastores.

Assim como há decepção mútua entre estudante e professor, há também decepção mútua entre ovelha e pastor. Os dois têm de saber que a decepção é de ambos os lados. Assim é mais fácil tratar do problema do relacionamento entre um e outro. É como se fosse um desconforto conjugal, que exige humildade e diálogo de ambos os cônjuges para recuperar a harmonia perdida (veja Pastor & igreja: uma relação (conjugal) em crise, de Ricardo Agreste).

O problema é antigo e preocupante. Há ovelhas que se queixam amargamente de seus pastores e há pastores que se queixam amargamente de suas ovelhas. Enquanto Deus se queixa de ambos ou, conforme o caso, só de um deles.

No livro do profeta Zacarias há uma palavra muito dura contra os pastores: “Ai do pastor imprestável, que abandona o rebanho”(Zc 11.17).

Em outras versões, o “pastor imprestável” tem sido pitorescamente chamado de “pastor de nada” (TEB), “pastor de coisa nenhuma” (EP) e “pastor de fantasia” (CNBB). Esse pastor é aquele que não se preocupa com as ovelhas. Não procura a que está desgarrada, nem cura as machucadas, nem alimenta as sadias, mas come a carne das ovelhas mais gordas (Zc 11.16). O quadro é patético. Serve para contrastar com o comportamento do Bom Pastor por excelência (veja De olho no grande pastor das ovelhas).

Se há “pastores de fantasia”, os tais pastores mercenários a que Jesus se refere (Jo 10.12), pastores sem alma, sem dedicação, sem testemunho, sem autoridade e sem mensagem, há também ovelhas obstinadas, que tapam os ouvidos para não ouvir, como o próprio Zacarias admite (Zc 7.11).

Há muitos pastores não de fantasia que já não sabem o que fazer por essas ovelhas imprestáveis, essas ovelhas de fantasia. Um deles, o profeta Jeremias, queixou-se de que pregou em vão durante vinte e três anos, dia após dia (Jr 23.3). Outro, o apóstolo Paulo, queixou-se de que suas ovelhas de Corinto nunca saíram da carnalidade para a espiritualidade, nem do leite para o alimento sólido, nem dos “ensinos elementares” para as “coisas difíceis de entender” (1 Co 3.1-3, Hb 5.11-14). (Veja Fome Zero — pastores e padres de mamadeiras na mão por este Brasil afora)
Revista Ultimato - Novembro de 2004

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Primeira postagem de 2008... É proibido Pensar.


Procuro alguém pra resolver meu problema

Pois não consigo me encaixar neste esquema

São sempre variações do mesmo tema

Mera repetições

A extravagâncias vem de todos os lados

E faz chover profetas apaixonados

Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados

Com suas canções

Está de bem com vida é muito mais que renascer

Deus já me deu sua palavra

E é por ela que ainda guio o meu viver

Reconstruindo o que jesus derrubou

Re-costurando o véu que a cruz já rasgou

Ressuscitando a lei pisando na graça

Negociando com deus

No show da fé milagre é tão natural

Que até pregar com a mesma voz é normal

Nesse evangeliquez universal

Se apossando do céus

Estão distantes do trono,caçadores de deus

Ao som de um shofar

E mais um ídolo importado dita as regras

Pra nos escravizar.

É proibido pensar